O Congresso do Peru elegeu um novo presidente após a destituição de José Jeri por má conduta, consolidando seu poder em meio à persistente instabilidade política e incerteza eleitoral, apesar dos fundamentos macroeconômicos sólidos.
O Congresso do Peru destituiu o presidente interino José Jeri nesta terça-feira (17), após um julgamento político que culminou em sua remoção por má conduta funcional e falta de idoneidade para o cargo. Jeri, que estava no poder há apenas quatro meses, havia sido alvo de uma moção de censura após a revelação de reuniões não divulgadas com o empresário chinês Zhihua Yang, no que ficou conhecido como escândalo "Chifagate". Sua destituição o torna o sétimo chefe de Estado peruano em 10 anos e o terceiro consecutivo a ser removido, evidenciando a persistente instabilidade política no país e consolidando o papel do Congresso como principal articulador de poder.
A destituição foi aprovada por maioria simples, e o Parlamento elegeu um novo chefe do Legislativo na quarta-feira, que assumirá automaticamente a presidência interina do Peru até 28 de julho. O presidente do Congresso, Fernando Rospigliosi, recusou-se a assumir a Presidência, forçando a eleição de um novo presidente do Congresso que automaticamente comandará o país. Esta troca na presidência do Congresso ocorre em um momento sensível, com o país se aproximando das eleições gerais de 12 de abril de 2026 com baixa confiança institucional e uma disputa presidencial profundamente fragmentada.
Apesar da turbulência política, os fundamentos macroeconômicos do Peru são sólidos, com projeções de crescimento e inflação controlada. No entanto, o investimento privado não minerador é sensível a essa instabilidade, o que pode adiar decisões de capex e prejudicar o crescimento do PIB. Diante deste cenário, analistas do Bradesco BBI recomendam cautela com o mercado acionário peruano, com o índice MSCI Peru acima do valor justo e perdas projetadas em cenários adversos. A recomendação é underweight para ativos peruanos, embora haja espaço para exposição seletiva via Intercorp Financial Services (IFS), indicando que a persistente turbulência política continua a ser um fator de risco significativo para o país.
G1 Mundo • 18 fev, 18:01
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