A morte de Quentin Deranque, ativista de extrema direita, em Lyon, intensifica a polarização política na França e gera acusações mútuas entre esquerda e direita radical a um mês das eleições municipais.
A morte de Quentin Deranque, um ativista de extrema direita de 23 anos, em Lyon, após uma agressão durante um protesto, reacendeu a tensão política na França. A Justiça abriu uma investigação por homicídio doloso, mas sem prisões até o momento. O incidente gerou uma série de acusações entre os espectros políticos, com o governo francês apontando o dedo para a esquerda radical, especificamente o partido França Insubmissa (LFI), por supostamente incentivar um ambiente de violência. Por outro lado, a extrema direita atribuiu o ataque a ex-membros do movimento antifascista Jeune Garde, que negou qualquer participação.
Este episódio ocorre em um momento de crescente polarização na França, a apenas um mês das eleições municipais e com a eleição presidencial de 2027 no horizonte. Pesquisas recentes indicam o Reagrupamento Nacional (RN) como favorito para as próximas eleições, e Jordan Bardella pode se tornar o candidato presidencial caso Marine Le Pen permaneça inelegível, o que adiciona mais complexidade ao cenário político já conturbado.