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Kremlin nega envenenamento de Navalny; viúva afirma que verdade veio à tona

O Kremlin rejeitou acusações europeias de envenenamento de Alexei Navalny, classificando-as como infundadas, enquanto sua viúva declarou que a verdade foi comprovada.

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Foto: G1 Mundo
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16/02 às 08:00 · atualizado 17/02 às 10:00

Pontos principais

  • O Kremlin classificou as acusações de envenenamento de Alexei Navalny como tendenciosas e infundadas.
  • Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Holanda acusam a Rússia de assassinar Navalny com uma toxina da rã-flecha, a epibatidina.
  • Yulia Navalnaya, viúva de Navalny, afirmou que a verdade sobre a morte de seu marido foi comprovada com a confirmação da toxina.
  • A rejeição russa às acusações europeias ocorreu dois anos após a morte de Navalny na prisão.
  • A mãe de Navalny visitou seu túmulo em Moscou e exigiu justiça.

O Kremlin negou categoricamente as acusações de cinco nações europeias – Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Holanda – de que o governo russo estaria envolvido no envenenamento de Alexei Navalny, principal opositor de Vladimir Putin, que faleceu na prisão em 2024. As autoridades russas, através do porta-voz Dmitry Peskov, classificaram as alegações como tendenciosas e infundadas. Os países europeus baseiam suas acusações em análises de amostras do corpo de Navalny, que teriam confirmado a presença de epibatidina, uma toxina não encontrada naturalmente na Rússia.

A morte de Navalny, que completa dois anos, permanece cercada de controvérsia. Sua viúva, Yulia Navalnaya, contestou a versão oficial russa e declarou que a verdade sobre a morte de seu marido foi comprovada com a confirmação da toxina. As alegações sobre a toxina foram feitas na Conferência de Segurança de Munique. A mãe de Navalny também visitou seu túmulo em Moscou, exigindo justiça para a morte do filho.

Navalny havia sido detido em 2021 após retornar da Alemanha, onde recebeu tratamento por uma suspeita de envenenamento por Novichok, e foi sentenciado à prisão por acusações que ele considerava forjadas. A declaração conjunta europeia e de outros países reiterou a exigência de uma investigação transparente sobre a morte de Navalny e pediu a libertação de presos políticos na Rússia.

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