O Kremlin rejeitou acusações europeias de envenenamento de Alexei Navalny, classificando-as como infundadas, enquanto sua viúva declarou que a verdade foi comprovada.
O Kremlin negou categoricamente as acusações de cinco nações europeias – Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Holanda – de que o governo russo estaria envolvido no envenenamento de Alexei Navalny, principal opositor de Vladimir Putin, que faleceu na prisão em 2024. As autoridades russas, através do porta-voz Dmitry Peskov, classificaram as alegações como tendenciosas e infundadas. Os países europeus baseiam suas acusações em análises de amostras do corpo de Navalny, que teriam confirmado a presença de epibatidina, uma toxina não encontrada naturalmente na Rússia.
A morte de Navalny, que completa dois anos, permanece cercada de controvérsia. Sua viúva, Yulia Navalnaya, contestou a versão oficial russa e declarou que a verdade sobre a morte de seu marido foi comprovada com a confirmação da toxina. As alegações sobre a toxina foram feitas na Conferência de Segurança de Munique. A mãe de Navalny também visitou seu túmulo em Moscou, exigindo justiça para a morte do filho.
Navalny havia sido detido em 2021 após retornar da Alemanha, onde recebeu tratamento por uma suspeita de envenenamento por Novichok, e foi sentenciado à prisão por acusações que ele considerava forjadas. A declaração conjunta europeia e de outros países reiterou a exigência de uma investigação transparente sobre a morte de Navalny e pediu a libertação de presos políticos na Rússia.