A deputada Alexandria Ocasio-Cortez participou da Conferência de Segurança de Munique, sinalizando uma mudança em sua atuação em política externa e alimentando especulações sobre uma possível candidatura à Presidência em 2028.
A deputada Alexandria Ocasio-Cortez, conhecida por suas posições progressistas, marcou presença na prestigiada Conferência de Segurança de Munique, um movimento que sinaliza uma expansão de sua atuação na política externa e intensifica as especulações sobre uma possível candidatura à Presidência dos EUA em 2028. Durante o evento, Ocasio-Cortez apresentou sua visão sobre questões globais, abordando riscos do autoritarismo, a situação de Taiwan, Groenlândia e Gaza, e defendendo uma política externa que priorize o combate à desigualdade e se oponha a um mundo dominado por elites. Ela também foi enfática ao declarar que a ajuda incondicional dos EUA a Israel "viabilizou um genocídio".
Sua participação na conferência, notável por não integrar comissões de Relações Exteriores, atraiu considerável atenção e gerou reações diversas. Comentaristas republicanos criticaram sua hesitação inicial ao responder sobre a defesa dos EUA a Taiwan em caso de ataque chinês, embora ela tenha posteriormente articulado uma resposta mais clara. Um assessor da deputada explicou que a hesitação visava garantir uma resposta cuidadosa e que a presença de Ocasio-Cortez no evento tinha como objetivo levar uma perspectiva que apoia a classe trabalhadora e combate a desigualdade global. Outros democratas com ambições futuras, como Gretchen Whitmer e Gavin Newsom, também estiveram presentes, indicando um cenário político em ebulição para as próximas eleições.