Autoridades europeias rebateram veementemente as críticas dos Estados Unidos, que, em sua estratégia de segurança nacional, alertaram para um possível “apagamento civilizacional” do continente. A chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, discursou na Conferência de Segurança de Munique, rejeitando a avaliação americana e enfatizando que a Europa não está em decadência, com muitos países ainda buscando adesão ao bloco. O documento americano sugeriu que políticas migratórias, queda nas taxas de natalidade e perda de identidades nacionais estariam enfraquecendo a Europa.
Apesar de um tom mais brando do Secretário de Estado americano, Marco Rubio, que reiterou a necessidade de reformular a aliança transatlântica, líderes europeus, como Keir Starmer, defenderam os valores do continente, incluindo políticas climáticas e liberdade de expressão. A controvérsia ressalta as divergências crescentes entre os aliados transatlânticos, com a Europa buscando reafirmar sua identidade e resiliência frente às preocupações expressas por Washington.
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