A Conferência de Segurança de Munique deste ano é marcada por um clima de desânimo, com líderes europeus buscando respostas à política externa disruptiva de Donald Trump e à crise de credibilidade nas relações transatlânticas.
A Conferência de Segurança de Munique deste ano reflete um profundo desânimo entre os líderes europeus, que se reúnem para buscar respostas à política externa de Donald Trump. Um ano após o início de seu segundo mandato, a abordagem de Trump é amplamente considerada "destruidora", gerando uma "crise de credibilidade e confiança sem precedentes" nas relações transatlânticas. O próprio Relatório de Segurança de Munique o descreve como um dos "homens da demolição" que minam as regras e instituições internacionais.
Com a participação de representantes de 120 países, incluindo figuras como Zelensky, Macron e Merz, o evento visa discutir a formação de uma nova ordem global. A delegação dos EUA é liderada pelo Secretário de Estado Marco Rubio, enquanto a ausência do vice-presidente JD Vance, que causou desconforto no ano anterior, é notável. Em meio a este cenário, a Europa busca se reposicionar, com a Alemanha defendendo investimentos em defesa e novas parcerias estratégicas para enfrentar os desafios atuais.