Kathryn Ruemmler, principal advogada do Goldman Sachs e ex-conselheira de Obama, demitiu-se após mensagens revelarem sua proximidade com Jeffrey Epstein, incluindo termos afetuosos e minimização de crimes.
A principal advogada do Goldman Sachs, Kathryn Ruemmler, anunciou sua saída do banco, efetiva a partir de 30 de junho. A decisão surge após a divulgação de mensagens pelo Departamento de Justiça dos EUA que expuseram sua proximidade com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. As comunicações, que incluíam termos afetuosos como "querido", "Tio Jeffrey" e "irmão mais velho", revelaram uma relação amistosa que se estendeu até pouco antes da morte de Epstein em 2019, anos após sua primeira condenação por aliciar menores. As mensagens também indicam que Ruemmler minimizava os crimes de Epstein, apesar de ter tentado se distanciar do escândalo recentemente, chamando-o de "monstro".
Ruemmler, que ingressou no Goldman Sachs em 2020 e já ocupou cargos no Departamento de Justiça e como conselheira jurídica na Casa Branca durante o governo Obama, foi inclusive uma das três pessoas contatadas por Epstein após sua prisão em 2019 por tráfico sexual de menores. O CEO do Goldman Sachs, David Solomon, confirmou a saída, agradecendo as contribuições de Ruemmler e indicando que a medida visa evitar que a atenção da mídia sobre seu nome se torne uma distração para a instituição financeira.