A Dinamarca registra um aumento de voluntários para o serviço militar, influenciado pela pressão de Donald Trump sobre a Groenlândia e a percepção de um cenário internacional instável, levando à ampliação do tempo de serviço.
A Dinamarca tem visto um notável aumento no número de candidatos ao serviço militar, um fenômeno atribuído à pressão exercida por Donald Trump sobre a Groenlândia e à crescente instabilidade no cenário internacional. Mesmo com o alistamento sendo obrigatório, o volume de voluntários tem superado as expectativas, permitindo que as vagas sejam preenchidas e, em alguns casos, levando à rejeição de candidatos. Este contexto levou à ampliação do tempo de serviço militar de quatro para 11 meses, com um grupo inicial de 120 novos soldados já testando o novo modelo.
Essa mudança na política de defesa dinamarquesa reflete uma reavaliação da segurança nacional. A decisão de estender o período de alistamento foi diretamente influenciada pelas ameaças de Trump em relação à Groenlândia e por uma avaliação de inteligência militar que apontou para a possível falta de apoio dos Estados Unidos em caso de um ataque russo. Recrutas como Leorah Olsen e Sebastian Heddegard demonstram otimismo e consciência dos riscos envolvidos, enquanto o coronel Kore Jacobsen enfatiza que o cenário internacional é parte integrante do treinamento das novas tropas, sublinhando a seriedade com que a Dinamarca encara sua defesa em um mundo cada vez mais imprevisível.