O Aeroporto de El Paso, Texas, reabriu após 7h de paralisação por confusão entre militares testando sistema antidrone secreto e controladores, com especulações sobre drones de cartéis e críticas políticas.
Os Estados Unidos reabriram o Aeroporto Internacional de El Paso, no Texas, horas após uma paralisação de sete horas que suspendeu todos os voos de chegada e saída. A medida inicial, que citava "razões especiais de segurança" não especificadas, havia sido anunciada pela Administração Federal de Aviação (FAA) e afetava uma área sensível próxima à fronteira com Juarez, México, e ao lado do campo de aviação militar Biggs Army Airfield.
A confusão que levou ao fechamento foi atribuída a testes de um sistema militar secreto antidrone pelo Exército dos EUA. Fontes anônimas indicaram que o Exército prosseguiu com os testes sem a aprovação da FAA, apesar de discussões planejadas, pegando a Casa Branca de surpresa e gerando uma mobilização entre as agências de segurança. Inicialmente, o fechamento seria de 10 dias, motivado por preocupações com a interferência entre drones militares e aeronaves civis. Após uma avaliação conjunta, a FAA e o Departamento de Defesa concluíram que não havia ameaça à aviação comercial, levando à rápida reabertura do espaço aéreo.
O incidente gerou versões conflitantes e especulações. Enquanto autoridades do governo Trump atribuíram o fechamento a drones de cartéis de drogas mexicanos que teriam violado o espaço aéreo dos EUA, outras fontes e legisladores indicam que o Pentágono estava testando tecnologia de laser de alta energia contra drones, causando preocupação na FAA. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou que seu governo investigaria as razões do fechamento, negando informações sobre drones na fronteira e buscando manter o equilíbrio diplomático. Autoridades locais, como o prefeito de El Paso, criticaram a falta de coordenação e classificaram a medida como desnecessária.
Deputados democratas criticaram a situação, culpando a legislação que amplia os poderes do Departamento de Defesa e permite ações "imprudentes" no espaço aéreo público. O fechamento temporário afetou cerca de 43 voos programados para o aeroporto e levanta questões sobre a autonomia das forças armadas em atuar no espaço aéreo público sem detalhamento.
G1 Mundo • 12 fev, 00:00
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