A Rússia alega que a Ucrânia, com apoio da Polônia, orquestrou a tentativa de assassinato do tenente-general Vladimir Alekseyev em Moscou, prendendo o suposto autor e cúmplices.
A Rússia, através do Serviço Federal de Segurança (FSB), acusou formalmente a Ucrânia e a Polônia de estarem por trás da tentativa de assassinato do tenente-general Vladimir Alekseyev em Moscou. O principal suspeito, Lyubomir Korba, um cidadão russo de origem ucraniana, foi detido em Dubai e extraditado para a capital russa, com o Comitê de Investigação da Rússia afirmando que ele agiu sob instruções dos serviços de inteligência ucranianos. Alekseyev, primeiro vice-chefe da inteligência militar russa (GRU), foi baleado e hospitalizado, mas já se recuperou. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, classificou o incidente como um "ato terrorista" da Ucrânia, visando sabotar negociações de paz.
Este incidente ocorre em um momento delicado, um dia após negociações entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos em Abu Dhabi para tentar encerrar o conflito. Kiev nega qualquer envolvimento no atentado, mas a Rússia tem consistentemente atribuído à Ucrânia a responsabilidade por ataques a altos oficiais militares e figuras públicas desde o início da guerra, reforçando a tensão e a desconfiança mútua entre os países.