O ex-magnata da mídia Jimmy Lai, uma figura proeminente e crítica de Pequim, foi condenado a 20 anos de prisão em Hong Kong, marcando a pena mais longa imposta sob a controversa lei de segurança nacional. Lai, de 78 anos e cidadão britânico, foi considerado culpado de conluio com forças estrangeiras e conspiração para publicar artigos sediciosos, em um caso amplamente visto como um ataque à liberdade de imprensa na região. A sentença é a mais severa já aplicada sob a lei de segurança nacional de Hong Kong, com as autoridades o considerando o "mentor" das conspirações. Co-réus, incluindo ex-funcionários do seu jornal Apple Daily, também receberam sentenças que variam de 6 a 10 anos de prisão. A condenação de Lai gerou forte condenação internacional, com os Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, União Europeia, Japão e Taiwan pedindo sua libertação imediata. A família de Lai expressou profunda consternação, descrevendo a sentença como “draconiana” e “dolorosamente cruel”, e manifestou o temor de que ele possa morrer na prisão. O caso reforça as preocupações globais sobre o declínio da autonomia de Hong Kong e a aplicação da lei de segurança nacional, que tem sido utilizada para reprimir a dissidência e silenciar vozes críticas ao governo chinês.
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