Pesquisadores da Universidade de Cornell usaram o vírus da raiva para mapear a ação da psilocibina no cérebro, revelando uma reorganização neural que combate a depressão.
Cientistas da Universidade de Cornell avançaram significativamente na compreensão de como a psilocibina, encontrada em cogumelos mágicos, atua no cérebro para combater a depressão. Utilizando uma variante fluorescente do vírus da raiva, a equipe mapeou as conexões neurais afetadas pela substância em camundongos, revelando uma reorganização cerebral profunda. Esta pesquisa baseia-se em estudos anteriores que já indicavam a capacidade da psilocibina de induzir plasticidade estrutural no cérebro e reduzir sintomas depressivos por semanas ou meses após uma única dose.
Os resultados, publicados na revista Cell, mostram que a psilocibina enfraquece circuitos de retroalimentação no córtex, frequentemente associados a pensamentos negativos e ruminação, ao mesmo tempo em que fortalece vias de conexão entre o córtex e regiões subcorticais. Essa reorganização neural ampla oferece uma nova perspectiva sobre os mecanismos de ação da psilocibina e abre caminho para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas para a depressão.