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Conselho de transição do Haiti encerra mandato após pressão dos EUA

O Conselho Presidencial de Transição do Haiti concluiu seu mandato de dois anos, cedendo o poder ao gabinete do primeiro-ministro Alix Didier Fils-Aimé, após ameaças de intervenção dos EUA.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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07/02 às 19:01

Pontos principais

  • O Conselho Presidencial de Transição (CPT) do Haiti encerrou seu mandato de dois anos, transferindo o poder ao gabinete do primeiro-ministro Alix Didier Fils-Aimé.
  • A decisão foi influenciada por ameaças dos Estados Unidos de intervenção militar caso o CPT destituísse Fils-Aimé, com o envio de navios de guerra para a Baía de Porto Príncipe.
  • O presidente do CPT, Laurent Saint-Cyr, afirmou que a saída do Conselho garante a continuidade do governo para estabilidade, segurança e preparação de eleições.
  • O CPT assumiu em abril de 2024 com a missão de realizar eleições e retomar áreas controladas por gangues, após a renúncia de Ariel Henry e o assassinato de Jovenel Moïse em 2021.
  • A prioridade do governo é a realização de eleições o mais rápido possível, já que o país não realiza pleitos desde 2016.

O Conselho Presidencial de Transição (CPT) do Haiti encerrou seu mandato de dois anos, transferindo o poder ao gabinete do primeiro-ministro Alix Didier Fils-Aimé. A decisão ocorreu sob forte pressão dos Estados Unidos, que ameaçaram intervir militarmente caso o CPT tentasse destituir Fils-Aimé, chegando a enviar navios de guerra para a Baía de Porto Príncipe. Segundo o presidente do CPT, Laurent Saint-Cyr, a saída do conselho visa garantir a continuidade governamental para estabilizar o país, promover o diálogo político e preparar as eleições.

O CPT foi estabelecido em abril de 2024 com a missão de restaurar a ordem democrática e combater a violência das gangues, após anos de instabilidade política e o assassinato do presidente Jovenel Moïse em 2021. Especialistas apontam que houve uma tentativa de golpe para remover Fils-Aimé, mas a intervenção externa garantiu a manutenção do governo. A prioridade agora é a realização de eleições, ausentes desde 2016, e a implementação de medidas de segurança, incluindo o apoio de uma missão internacional de policiais liderada pelo Quênia e a Força Multinacional de Repressão a Gangues aprovada pela ONU.

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