A qualidade do sono está intrinsecamente ligada aos hábitos alimentares, com certos alimentos e horários de refeição podendo tanto promover quanto prejudicar o descanso noturno.
A relação entre alimentação e qualidade do sono é um tema de crescente interesse, com especialistas destacando como os hábitos alimentares podem ser decisivos para um bom descanso. Comer refeições pesadas ou muito próximo da hora de dormir, por exemplo, pode sobrecarregar o sistema digestivo, dificultando o relaxamento necessário para adormecer. Um estudo da Sociedade Europeia de Cardiologia reforça essa conexão, indicando que jantar até duas horas antes de deitar pode manter a pressão arterial elevada, prejudicando o organismo.
Por outro lado, a inclusão de certos alimentos na dieta pode ser benéfica. Alimentos ricos em L-triptofano, como leite, amêndoas e banana, são conhecidos por auxiliar na síntese de serotonina, um neurotransmissor que contribui para o bem-estar e o sono. Em contraste, a cafeína e outros estimulantes como canela, chás com cafeína, energéticos, gengibre e pimenta devem ser consumidos com moderação e evitados horas antes de deitar, pois bloqueiam a adenosina, responsável por sinalizar o cansaço. A Dieta Mediterrânea, com sua abundância de frutas, legumes, peixes e azeite, também é associada à redução do risco de insônia, possivelmente devido aos ômega-3 que ajudam a diminuir a ansiedade.