Donald Trump se recusa a pedir desculpas por compartilhar um vídeo racista que associou os Obamas a macacos, alegando não ter visto o conteúdo completo antes da publicação, que foi removida após críticas.
Donald Trump publicou e posteriormente removeu de sua plataforma Truth Social um vídeo que gerou forte condenação ao retratar Barack e Michelle Obama com rostos sobrepostos a corpos de macacos. A postagem, que incluía um vídeo de 2 segundos dentro de um material maior, reiterava alegações infundadas de fraude eleitoral em 2020 e utilizava imagens geradas por Inteligência Artificial. Após a repercussão, Trump defendeu-se, alegando não ter cometido erro e que não havia visto o conteúdo completo do vídeo antes de sua publicação, que permaneceu no ar por cerca de 12 horas. Ele também afirmou que não pedirá desculpas pelo ocorrido, descrevendo a aparição dos Obamas como uma "paródia" e justificando o compartilhamento por abordar supostas fraudes eleitorais na Geórgia em 2020.
Líderes democratas, como Hakeem Jeffries, condenaram a atitude, chamando Trump de "verme vil", enquanto republicanos como o senador Tim Scott e o deputado Mike Lawler também criticaram e pediram a remoção do conteúdo, com Scott classificando-o como "a coisa mais racista" já vista. Uma autoridade da Casa Branca afirmou que um funcionário cometeu um erro ao fazer a postagem, que foi posteriormente removida, após a secretária de Imprensa, Karoline Leavitt, inicialmente defender a publicação como um "meme da internet".
Este incidente reacende o debate sobre racismo na política, especialmente considerando o histórico de Trump e o fato de Obama ser o único presidente negro dos Estados Unidos. Ativistas de direitos civis, como Derrick Johnson da NAACP, classificaram a postagem como "descaradamente racista, repugnante e totalmente desprezível". O episódio também destaca o crescente uso de inteligência artificial na política, com Trump utilizando imagens geradas por IA para atacar críticos e mobilizar sua base conservadora. A recusa de Trump em se desculpar mantém a controvérsia em evidência, sem que a família Obama tenha se pronunciado sobre o ocorrido.
O incidente ocorre em um momento delicado para Trump, em meio a suas contínuas e infundadas acusações de fraude eleitoral e preocupações sobre seu desempenho nas próximas eleições. Uma recente vitória democrata no Texas, em um distrito tradicionalmente republicano, gerou pânico entre os republicanos, adicionando pressão ao cenário político em que Trump se insere.
Agência Brasil - EBC • 7 fev, 11:53
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