A Alemanha discute a possibilidade de proibir o uso de redes sociais para menores de 16 anos, alinhando-se a um movimento global para proteger jovens dos impactos negativos das plataformas digitais.
A Alemanha está no centro de um debate significativo sobre a regulamentação do acesso de menores de idade às redes sociais. A União Democrata Cristã (CDU), partido do chanceler Friedrich Merz, avalia a proibição do uso dessas plataformas para jovens com menos de 16 anos. A proposta, que será discutida no congresso nacional da CDU em fevereiro, busca proteger crianças e adolescentes de conteúdos prejudiciais, como discurso de ódio, notícias falsas e assédio sexual online, seguindo um movimento global de restrição já observado em países como a Austrália.
Enquanto a CDU, com o apoio de Carsten Linnemann, secretário-geral do partido, defende a proibição como uma medida protetiva, o Partido Social-Democrata (SPD) expressa oposição a uma interdição total. O SPD argumenta que as plataformas digitais deveriam ser as responsáveis por implementar mecanismos de proteção mais eficazes e regras claras para seus algoritmos, em vez de recorrer a uma proibição generalizada. A discussão reflete uma preocupação crescente com os impactos negativos das redes sociais na saúde mental e segurança dos jovens, impulsionando reguladores a considerar diversas abordagens para mitigar esses riscos.