A anulação judicial do congresso nacional da Rede Sustentabilidade por irregularidades cria um dilema para a ministra Marina Silva e impacta as articulações políticas do partido para as eleições de 2026.
A Justiça do Rio de Janeiro anulou o congresso nacional da Rede Sustentabilidade de 2025, citando irregularidades graves na convocação e no processo de votação, incluindo fraude no registro de assinaturas. Essa decisão judicial lança um cenário de incerteza sobre o futuro político da ministra Marina Silva no partido, que agora pondera entre a permanência para 'recuperar valores' ou a mudança de sigla, considerando o apertado calendário eleitoral para 2026. A situação gera apreensão entre os aliados de Marina, que veem a insegurança política e jurídica como um fator de risco para a federação com o PSOL e para a própria ala da ministra dentro da Rede.
Enquanto a atual cúpula da Rede, liderada por Paulo Lamac, planeja recorrer da decisão e busca renovar a federação com o PSOL, as divergências internas no partido são evidentes, simbolizadas pela ruptura entre Marina Silva e Heloísa Helena. Marina estabeleceu três requisitos para uma eventual candidatura em 2026: apoio à reeleição de Lula, construção de uma frente ampla em São Paulo e fomento à agenda verde, indicando que a resolução da crise interna da Rede será crucial para suas próximas movimentações políticas.