O término do tratado New START entre EUA e Rússia, que detêm 90% das ogivas nucleares, sinaliza uma iminente corrida armamentista global, com vários países buscando desenvolver ou adquirir armas atômicas.
O cenário geopolítico global se altera drasticamente com o fim do tratado New START, que regulava os arsenais nucleares de Estados Unidos e Rússia. Esses dois países, que juntos detêm cerca de 90% das ogivas nucleares do mundo, não conseguiram chegar a um novo acordo, o que especialistas consideram um "último freio" para a proliferação nuclear. A expiração do tratado, conforme levantamento de janeiro de 2025 do Sipri, abre caminho para uma potencial e perigosa corrida armamentista global.
Essa nova realidade já se manifesta no interesse crescente de diversas nações em desenvolver ou adquirir armas atômicas, ou em formar alianças estratégicas para acesso a elas. Países como Alemanha, Arábia Saudita, Japão, Coreia do Sul, Polônia e Ucrânia estão entre os que demonstram esse interesse. A Arábia Saudita, por exemplo, já estabeleceu uma aliança militar com o Paquistão visando o acesso a armas nucleares em caso de ataque, exemplificando a urgência e a complexidade da nova dinâmica de segurança mundial.