EUA e Rússia negociam prorrogação de tratado nuclear New START após expiração
EUA e Rússia negociam a extensão do tratado nuclear New START, que expirou, em Abu Dhabi, buscando evitar uma corrida armamentista global e considerando a inclusão da China em futuros acordos.
Pontos principais
- EUA e Rússia negociam a extensão do tratado New START, que expirou na quarta-feira (5), segundo o site Axios.
- As negociações ocorreram em Abu Dhabi, onde autoridades já estavam para discussões sobre a guerra na Ucrânia, mas um consenso não foi alcançado antes da expiração.
- O tratado New START, assinado em 2010 e estendido em 2021, é o último acordo de controle de armas nucleares entre as duas potências, limitando ogivas e mísseis.
- Uma autoridade norte-americana afirmou que um novo acordo pode incluir a China, proposta já rejeitada por Pequim anteriormente.
- O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reiterou que a Rússia está disposta a dialogar se Washington responder construtivamente.
- Especialistas preveem uma aceleração da corrida nuclear global, com EUA, Rússia e China liderando a proliferação de ogivas, marcando o início de uma "3ª Era nuclear".
- Líderes globais, incluindo o Papa Leão XIV e o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, expressaram preocupação e apelaram pela renovação do acordo.
- A Inteligência Artificial é apontada como um elemento adicional na modernização dos arsenais e no risco de delegação de controle.
Estados Unidos e Rússia estão em negociações para prorrogar o tratado de controle de armas nucleares New START, que expirou na quarta-feira (5). As discussões ocorreram em Abu Dhabi, onde autoridades dos dois países já estavam reunidas para negociações tripartites sobre a guerra na Ucrânia. Embora um consenso não tenha sido alcançado antes da expiração do pacto, as conversas continuam, com a Casa Branca ainda sem comentar oficialmente a reportagem do Axios. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia está disposta a dialogar se Washington responder construtivamente.
O New START, assinado em 2010 e estendido em 2021, é considerado o último acordo de controle de armas nucleares entre as duas maiores potências nucleares. Ele limita o número de ogivas nucleares estratégicas e mísseis balísticos intercontinentais. A expiração do tratado havia gerado um cenário de incerteza e preocupação global, com especialistas prevendo uma aceleração da corrida armamentista, impulsionada pela ascensão da China e a desconfiança mútua. Uma autoridade norte-americana sugeriu que um novo acordo poderia incluir a China, proposta que Pequim já rejeitou anteriormente.
A repercussão internacional tem sido de alarme, com líderes globais, incluindo o Papa Leão XIV e o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, apelando pela renovação do acordo para evitar uma nova corrida armamentista. A Inteligência Artificial também é vista como um fator que pode influenciar a modernização dos arsenais e aumentar os riscos. A continuidade das negociações, mesmo após a expiração, oferece um vislumbre de esperança em meio aos temores de uma "3ª Era nuclear" e a proliferação de ogivas.
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