A direita radical europeia, que anteriormente via Donald Trump como um aliado e celebrava seu possível retorno à Casa Branca, está agora se distanciando do ex-presidente americano. Ações como a operação militar na Venezuela, as ameaças tarifárias sobre a Groenlândia e, principalmente, as declarações de Trump minimizando a colaboração de aliados da OTAN no Afeganistão, foram decisivas para essa mudança de postura. Líderes proeminentes como Marine Le Pen, Nigel Farage e Giorgia Meloni já expressaram críticas abertas às atitudes de Trump.
Este afastamento reflete uma percepção crescente de que a associação com Trump pode ser uma desvantagem eleitoral, como observado em outros contextos. Além disso, a nova doutrina de Segurança Nacional dos EUA e a imagem pública negativa das ações de Trump na Europa contribuem para essa reavaliação. Embora alguns líderes, como Viktor Orbán e Robert Fico, mantenham o silêncio, a divisão dentro da direita europeia em relação a Trump é cada vez mais evidente.
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