China lamenta fim do tratado nuclear New START e pede diálogo entre EUA e Rússia
A China lamentou o fim do tratado nuclear New START, instando os EUA a retomarem o diálogo de estabilidade estratégica com a Rússia e reiterando sua política nuclear de autodefesa.
Pontos principais
- A China instou os EUA a responderem de forma "ativa e responsável" à Rússia e retomarem o diálogo bilateral sobre estabilidade estratégica após a expiração do tratado New START.
- Pequim considera o fim do tratado lamentável e alerta para os impactos negativos no controle de armas nucleares e na estabilidade global.
- O porta-voz chinês Lin Jian destacou a importância do tratado para a estabilidade estratégica global e a política nuclear de autodefesa da China.
- A China defende que o desarmamento nuclear deve preservar a estabilidade estratégica global e não comprometer a segurança de nenhum país.
- Pequim não considera apropriado participar de negociações trilaterais de desarmamento devido à diferença de escala de seus arsenais nucleares em comparação com os de EUA e Rússia.
A China fez um apelo direto aos Estados Unidos para que respondam de forma "ativa e responsável" à Rússia e retomem o diálogo bilateral sobre estabilidade estratégica. A declaração, feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, ocorre após a expiração do tratado nuclear New START, um pilar fundamental para a estabilidade global e o controle de armas nucleares. Pequim considera essencial que Washington dê uma resposta positiva à sugestão russa de continuar observando os limites centrais do tratado, lamentando seu fim e alertando para os impactos negativos na estabilidade global.
Lin Jian reiterou a política "extremamente prudente e responsável" da China sobre armas nucleares, mantendo suas forças no nível mínimo necessário para a segurança nacional e aderindo à política de não uso primeiro. A China defende que o desarmamento nuclear deve preservar a estabilidade estratégica global e não comprometer a segurança de nenhum país. Contudo, Pequim não considera apropriado participar de negociações trilaterais de desarmamento devido à significativa diferença de escala entre seu arsenal nuclear e os dos Estados Unidos e da Rússia.
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