A China almeja a supremacia em inteligência artificial, mas enfrenta o desafio de equilibrar inovação rápida com o controle governamental e a censura, impondo regras complexas às suas empresas de tecnologia.
A China está em uma corrida para liderar a revolução da inteligência artificial, impulsionada pela visão do líder Xi Jinping, que enfatiza a importância da IA para o crescimento econômico. No entanto, essa ambição é temperada por uma forte aversão ao risco e um desejo de controle, resultando em um conjunto complexo de regulamentações para as empresas de tecnologia. Companhias como a Zhipu AI são compelidas a atuar como guardiãs contra a disseminação de informações consideradas ilegais, e o governo exige acesso a detalhes de algoritmos e atualizações sobre a evolução tecnológica, especialmente em aplicações que podem influenciar a opinião pública.
Essa abordagem contrasta com as leis ocidentais, que tendem a focar nos riscos de sistemas de IA autônomos. Apesar das restrições, o governo chinês tenta evitar que a legislação rígida prejudique a inovação, ajustando as regras para não atrasar o desenvolvimento de modelos de IA. A busca por esse equilíbrio é crucial, pois o crescimento econômico lento torna a tecnologia ainda mais vital para a legitimidade do partido, enquanto novas políticas preliminares para serviços de IA, como chatbots de companhia, buscam evitar a dependência humana e exigem que os sistemas sejam treinados com informações aprovadas pelo governo.