O governo Trump é acusado de distorcer a história da Guerra Mexicano-Americana para justificar políticas na América Latina, provocando críticas de historiadores e a reação da presidente mexicana.
O governo Trump está sendo acusado de distorcer a história da Guerra Mexicano-Americana para justificar suas políticas agressivas na América Latina. A Casa Branca descreveu o conflito como uma "vitória lendária" que expandiu a soberania dos EUA, ignorando o papel da escravidão e o deslocamento indígena, o que historiadores como Alexander Aviña e Albert Camarillo consideram uma reescrita que minimiza a violência e o imperialismo americano. Essa ação se alinha a um padrão do governo Trump de moldar a linguagem federal e remover referências históricas consideradas indesejáveis.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, reagiu com sarcasmo às declarações, defendendo a soberania de seu país. A Guerra Mexicano-Americana, ocorrida entre 1846 e 1848, resultou na cessão de vastos territórios mexicanos aos EUA e permanece um ponto sensível nas relações bilaterais, tornando a distorção histórica ainda mais controversa e impactante para a diplomacia regional.