A Justiça argentina solicitou aos EUA a extradição de Nicolás Maduro para interrogatório por crimes contra a humanidade, após sua detenção em Nova York.
A Justiça argentina, por meio do juiz federal Sebastián Ramos, solicitou formalmente aos Estados Unidos a extradição do presidente venezuelano Nicolás Maduro. O objetivo é que Maduro seja interrogado sobre supostos crimes de lesa humanidade, incluindo detenções ilegais, tortura e perseguição política, cometidos contra opositores e manifestantes em seu país. A medida será oficializada pela chancelaria argentina ao governo norte-americano, após a detenção de Maduro em Nova York, ocorrida em 3 de janeiro, resultado de uma operação militar dos EUA em Caracas.
Este pedido, que se baseia no princípio da jurisdição universal – permitindo que a Argentina investigue crimes graves ocorridos fora de seu território –, teve origem em uma denúncia apresentada em 2023 por ONGs em nome de cidadãos venezuelanos. A investigação também abrange outros nomes, como Justo José Noguera Pietri e Diosdado Cabello. Além disso, Maduro é acusado nos EUA de tráfico de drogas e terrorismo, com uma audiência agendada para 17 de março.