Itália investiga idoso por 'safári humano' em Sarajevo durante Guerra da Bósnia
A Itália investiga um homem de 80 anos por suposto envolvimento em um esquema de "safári humano" em Sarajevo, onde turistas pagavam para atirar em civis durante a Guerra da Bósnia.
Pontos principais
- Um ex-caminhoneiro italiano de 80 anos é investigado pela promotoria de Milão por envolvimento em "safári humano" no Cerco de Sarajevo.
- Estrangeiros teriam pago entre 80 mil e 100 mil euros para atirar em civis na capital bósnia entre 1993 e 1995.
- O homem é o primeiro identificado na investigação e enfrenta acusações de múltiplos homicídios premeditados.
- O esquema envolvia "turistas de guerra" que viajavam da Itália para a Bósnia, armados por milícias sérvio-bósnias.
- A investigação foi reaberta após um documentário esloveno e o trabalho do repórter Ezio Gavazzeni.
A promotoria de Milão, na Itália, está investigando um ex-caminhoneiro italiano de 80 anos por seu suposto envolvimento em um esquema de "safári humano" durante o Cerco de Sarajevo, na Guerra da Bósnia. O homem é o primeiro indivíduo identificado nesta investigação, enfrentando acusações de múltiplos homicídios premeditados. Acredita-se que, entre 1993 e 1995, turistas estrangeiros pagavam entre 80 mil e 100 mil euros para atirar em civis na capital bósnia, sendo armados por milícias sérvio-bósnias após viajarem de Trieste, na Itália.
O Cerco de Sarajevo, ocorrido entre 1992 e 1996, foi um dos episódios mais brutais da Guerra da Bósnia, resultando na morte de milhares de civis. A reabertura da investigação foi impulsionada pelo lançamento de um documentário esloveno e pelo trabalho do repórter Ezio Gavazzeni, buscando justiça para as vítimas de um dos capítulos mais sombrios do conflito.
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