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Peter Mandelson renuncia à Câmara dos Lordes e polícia britânica analisa denúncias no caso Epstein

Peter Mandelson renunciou à Câmara dos Lordes em meio a novas revelações sobre seus laços com Jeffrey Epstein, incluindo pagamentos, e a polícia britânica analisa denúncias.

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Foto: G1 Mundo
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03/02 às 13:01

Pontos principais

  • Peter Mandelson renunciou à Câmara dos Lordes devido a novas revelações sobre seus laços com Jeffrey Epstein, incluindo possíveis pagamentos e uma relação próxima.
  • A renúncia ocorre após a divulgação de mais de 3 milhões de documentos pelo Departamento de Justiça dos EUA, detalhando contatos e pagamentos de Epstein a Mandelson ou seu parceiro, Reinaldo Avila da Silva.
  • A polícia do Reino Unido está analisando denúncias contra Mandelson, que nega as acusações e questiona a autenticidade dos extratos bancários.
  • Documentos indicam que uma conta de Epstein enviou três pagamentos, totalizando US$ 75 mil, para contas ligadas a Mandelson ou seu parceiro, e mensagens o mostram chamando Epstein de "meu melhor amigo" em 2003.
  • O primeiro-ministro Keir Starmer e outros políticos pressionam Mandelson a depor nos EUA, assim como Andrew Mountbatten-Windsor, para ajudar as vítimas de Epstein.

O político britânico Peter Mandelson renunciou à Câmara dos Lordes após a intensificação das pressões decorrentes de novas revelações sobre seus vínculos com Jeffrey Epstein. A decisão surge em um momento crítico, com o Departamento de Justiça dos EUA divulgando mais de 3 milhões de documentos que detalham os contatos de Mandelson com o financista, incluindo mensagens, e-mails e possíveis pagamentos. O governo britânico, inclusive, já preparava uma legislação para expulsá-lo e retirar seu título de nobreza, além de ter encaminhado um dossiê à polícia sobre alegações de repasse de informações sensíveis.

A polícia do Reino Unido está agora analisando as denúncias contra Mandelson, que é casado com o brasileiro Reinaldo Avila da Silva. Documentos revelam que uma conta de Epstein enviou três pagamentos, totalizando US$ 75 mil, para contas ligadas a Mandelson ou seu parceiro, e mensagens de 2003 o mostram se referindo a Epstein como "meu melhor amigo". Mandelson nega as acusações e questiona a autenticidade dos extratos bancários, mas afirmou que investigará o caso para evitar "mais constrangimentos" ao Partido Trabalhista. O primeiro-ministro Keir Starmer, que já havia demitido Mandelson de seu cargo de embaixador por ligações anteriores com Epstein, agora pede sua renúncia da Câmara dos Lordes e que ele deponha nos EUA, assim como Andrew Mountbatten-Windsor, para esclarecer o que sabia sobre as atividades de Epstein e ajudar as vítimas.

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