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Jornalista relata contratação-relâmpago pelo ICE em 6 minutos, levantando questionamentos

Uma jornalista independente afirma ter sido contratada pelo ICE após uma entrevista de apenas seis minutos, expondo as práticas de recrutamento acelerado da agência migratória dos EUA sob o governo Trump.

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Foto: G1 Mundo
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03/02 às 06:00

Pontos principais

  • A jornalista Laura Jedeed relatou ter sido contratada pelo ICE em apenas seis minutos, sem concluir etapas básicas de um processo seletivo.
  • O caso reacende o debate sobre as práticas de recrutamento do governo Donald Trump para a polícia migratória dos EUA.
  • O ICE está em uma aceleração sem precedentes de contratações, com medidas como redução do tempo de treinamento e flexibilização de requisitos.
  • O número de agentes do ICE mais que dobrou desde janeiro de 2025, com o objetivo de viabilizar deportações em massa.
  • Especialistas e parlamentares questionam os critérios de contratação, a redução do treinamento e a falta de punição em casos de abusos.

A jornalista independente Laura Jedeed gerou controvérsia ao relatar ter sido contratada pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) dos EUA após uma entrevista de apenas seis minutos. O incidente levanta sérias questões sobre os critérios de recrutamento da agência migratória, especialmente sob o governo Donald Trump, que tem impulsionado uma aceleração sem precedentes nas contratações. Jedeed afirmou que o processo seletivo não incluiu etapas básicas, como verificação de antecedentes ou testes de aptidão, o que reacende o debate sobre a qualidade e a preparação dos novos agentes.

Essa estratégia de "recrutamento em tempos de guerra" do ICE, que inclui a redução do tempo de treinamento, flexibilização de idade, eliminação da exigência de espanhol e incentivos financeiros agressivos, visa viabilizar deportações em massa. Desde que Trump retornou ao poder em janeiro de 2025, o número de agentes do ICE mais que dobrou. Especialistas e parlamentares têm expressado preocupação com a redução do treinamento e a falta de punição em casos de abusos, temendo que a pressa em contratar comprometa a integridade e a eficácia da agência, já criticada por uso excessivo de força e mortes de cidadãos americanos.

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