Uma jornalista independente afirma ter sido contratada pelo ICE após uma entrevista de apenas seis minutos, expondo as práticas de recrutamento acelerado da agência migratória dos EUA sob o governo Trump.
A jornalista independente Laura Jedeed gerou controvérsia ao relatar ter sido contratada pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) dos EUA após uma entrevista de apenas seis minutos. O incidente levanta sérias questões sobre os critérios de recrutamento da agência migratória, especialmente sob o governo Donald Trump, que tem impulsionado uma aceleração sem precedentes nas contratações. Jedeed afirmou que o processo seletivo não incluiu etapas básicas, como verificação de antecedentes ou testes de aptidão, o que reacende o debate sobre a qualidade e a preparação dos novos agentes.
Essa estratégia de "recrutamento em tempos de guerra" do ICE, que inclui a redução do tempo de treinamento, flexibilização de idade, eliminação da exigência de espanhol e incentivos financeiros agressivos, visa viabilizar deportações em massa. Desde que Trump retornou ao poder em janeiro de 2025, o número de agentes do ICE mais que dobrou. Especialistas e parlamentares têm expressado preocupação com a redução do treinamento e a falta de punição em casos de abusos, temendo que a pressa em contratar comprometa a integridade e a eficácia da agência, já criticada por uso excessivo de força e mortes de cidadãos americanos.