A ONU enfrenta um risco iminente de colapso financeiro, com recursos podendo se esgotar até julho, devido à falta de reformas orçamentárias e ao não pagamento das contribuições por países-membros, especialmente os EUA.
A Organização das Nações Unidas (ONU) está à beira de um colapso financeiro, conforme alertado pelo secretário-geral António Guterres. A situação é crítica, com a possibilidade de os recursos para o orçamento regular se esgotarem até julho, comprometendo as operações globais da entidade. Guterres enfatizou a urgência de os Estados-membros honrarem suas obrigações financeiras ou implementarem reformas nas regras orçamentárias para evitar a paralisação.
A crise é agravada pela inadimplência de diversos países, com os Estados Unidos se destacando como o maior devedor, com um montante de US$ 2,196 bilhões em atraso para o orçamento regular e US$ 1,8 bilhão para as operações de paz. A Venezuela também figura entre os principais devedores, com US$ 38 milhões em atraso, o que resultou na perda de seu direito de voto na Assembleia Geral. A ONU encerrou o ano de 2025 com US$ 1,568 bilhão em contribuições pendentes e suas reservas de liquidez completamente esgotadas, evidenciando a gravidade da situação financeira.