Israel reabriu parcialmente a passagem de Rafah, em Gaza, para palestinos, permitindo trânsito limitado de pessoas e ambulâncias como parte de um cessar-fogo mediado pelos EUA.
Israel reabriu parcialmente a principal passagem de fronteira de Rafah, em Gaza, para palestinos a partir de segunda-feira, após quase dois anos de fechamento. A decisão visa permitir o trânsito limitado de pessoas a pé e ambulâncias, sob rigorosos controles de segurança e em coordenação com o Egito e a União Europeia. A prioridade é para palestinos doentes e feridos que necessitam de tratamento médico no exterior, com o Ministério da Saúde palestino estimando cerca de 20.000 pacientes aguardando para sair de Gaza. Esta passagem é a única rota de entrada e saída para a maioria dos mais de 2 milhões de residentes de Gaza.
Com capacidade limitada, a reabertura de Rafah é um requisito da primeira fase do plano de paz de Donald Trump e do cessar-fogo mediado pelos EUA, alcançado em outubro. Apesar do cessar-fogo, a região tem sido palco de violência, com ataques israelenses matando pelo menos quatro palestinos na segunda-feira, incluindo um menino de três anos. Israel continua a proibir a entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza, uma decisão contestada pela Associação de Imprensa Estrangeira (FPA). As forças israelenses ainda controlam mais de 53% do território de Gaza, com moradores confinados a uma faixa costeira em condições precárias.