Uma mulher no Reino Unido, que denunciou ter sido estuprada por um policial, foi acusada de falsa denúncia e obstrução da justiça, mas acabou inocentada após um longo processo judicial.
No Reino Unido, uma mulher identificada como Ruth, que denunciou ter sido estuprada por um policial, viu-se no banco dos réus acusada de falsa denúncia e obstrução da justiça. A acusação contra ela foi fundamentada em uma gravação de áudio secreta, feita por seu ex-parceiro, e em supostas inconsistências em seu depoimento. Contudo, durante o julgamento, a defesa de Ruth revelou que a gravação continha sons de um filme pornográfico, e não de risadas ou prazer da denunciante, que na verdade expressava dor.
O júri considerou Ruth inocente da acusação de obstrução da justiça, e o juiz responsável pelo caso chegou a questionar a condução do processo pelo Crown Prosecution Service (CPS) e pela Polícia de Warwickshire. Apesar da absolvição, a investigação original de estupro foi encerrada por falta de provas, gerando decepção em Ruth. Paralelamente, seu ex-parceiro, que é policial, foi suspenso e enfrentará uma audiência disciplinar por ter gravado o ato sexual sem consentimento.