Um tribunal federal dos EUA negou o pedido para suspender as operações de imigração do ICE em Minnesota, apesar de incidentes fatais, enquanto um juiz federal ordenou a libertação de um menino de 5 anos e seu pai detidos em uma operação similar.
Um tribunal federal dos EUA negou o pedido para suspender as operações de imigração do ICE em Minnesota, mantendo as ações contra imigrantes, apesar de incidentes fatais e protestos. A ação judicial foi movida pelo estado de Minnesota e pelas cidades de Minneapolis e St. Paul, alegando violação da soberania estadual e discriminação. A juíza Katherine Menendez não concedeu a medida cautelar, embora tenha ressaltado que o mérito do caso ainda será julgado. A operação "Metro Surge" do ICE já resultou na morte de dois cidadãos americanos, Renée Good e Alex Pretti, gerando uma onda de protestos e indignação pública.
Em um desdobramento paralelo, mas relacionado, Liam Ramos, um menino equatoriano de 5 anos, e seu pai, Adrián Conejo Arias, foram libertados de um centro de detenção do ICE no Texas e retornaram a Minnesota. Eles haviam sido detidos em 20 de janeiro de 2026, em Minneapolis, após Liam voltar da pré-escola. A libertação ocorreu por ordem de um juiz federal, Fred Biery, que criticou veementemente a política do ICE de deter crianças, descrevendo a busca do governo por metas de deportação como 'mal concebida e implementada de forma incompetente'. A ordem judicial determinou que pai e filho fossem soltos o mais rápido possível.
A detenção da família ocorreu em Minneapolis, apesar de terem entrado legalmente nos EUA em dezembro de 2024 para solicitar asilo, sem histórico criminal. Eles foram levados para um centro de detenção familiar em Dilley, Texas, a mais de 1.800 km do local da detenção. Durante o período de detenção, o deputado democrata Joaquin Castro visitou Liam e relatou que o menino estava deprimido, triste, dormia a maior parte do dia e comia pouco, sentindo falta da mãe. O caso ganhou repercussão após a divulgação de uma foto de um agente segurando a mochila do menino, intensificando críticas às operações de imigração do governo Trump. Familiares e autoridades escolares acusaram agentes de imigração de usar a criança para localizar os pais, embora o Departamento de Segurança Interna dos EUA tenha apresentado uma versão diferente.
A detenção de Liam e seu pai faz parte de uma ampla operação de fiscalização migratória em Minnesota, ordenada pelo governo Donald Trump. O deputado Castro acompanhou Liam e seu pai em seu retorno a Minnesota, marcando um desfecho para a detenção que gerou protestos e indignação. A recusa da justiça em suspender as operações do ICE em Minnesota, em contraste com a ordem de libertação de Liam, destaca a complexidade e as tensões em torno da política de imigração nos Estados Unidos.
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