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Don Lemon é detido e solto após protesto, e colegas cobrem sua prisão ao vivo

O ex-âncora da CNN Don Lemon foi detido e solto em Los Angeles por protestar contra a política migratória de Trump, com colegas cobrindo sua prisão ao vivo, gerando debate sobre liberdade de imprensa.

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Foto: G1 Mundo
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30/01 às 13:02 · atualizado há 5m

Pontos principais

  • Don Lemon, ex-âncora da CNN, foi detido em Los Angeles por participar de um protesto em janeiro em uma igreja em St. Paul, Minnesota, contra a política de imigração de Donald Trump e o ICE.
  • Colegas de Don Lemon assumiram seu programa ao vivo para noticiar sua prisão nos EUA, destacando o ineditismo da situação.
  • A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, ordenou pessoalmente a prisão de Lemon e outros envolvidos no que chamou de 'ataque coordenado' à Igreja Cities.
  • Lemon alega que estava no local como jornalista, cobrindo a manifestação, e sua prisão ocorreu em Beverly Hills, enquanto se preparava para cobrir o Grammy Awards.
  • A CNN defendeu Lemon, criticando o Departamento de Justiça por tentar violar a liberdade de imprensa e a Primeira Emenda.
  • Um juiz federal já havia concluído que não havia evidências de comportamento criminoso por parte do jornalista, apesar das tentativas do governo Trump de indiciá-lo.
  • Minnesota tem sido palco de grandes protestos contra o ICE, após mortes de cidadãos americanos em ações da agência.

O ex-âncora da CNN, Don Lemon, foi detido em Los Angeles e posteriormente solto, em conexão com um protesto ocorrido em janeiro em uma igreja em St. Paul, Minnesota. A manifestação, que interrompeu uma cerimônia religiosa, tinha como alvo a política migratória do então presidente Donald Trump e a atuação do ICE. Lemon enfrenta acusações de conspirar para privar outras pessoas de seus direitos civis e violar a Lei 'Face', que proíbe a obstrução de locais de culto. Sua prisão, que ocorreu em Beverly Hills enquanto se preparava para cobrir o Grammy Awards, reacendeu o debate sobre os limites do protesto e a liberdade de imprensa.

Um fato notável foi a cobertura da prisão de Lemon por seus próprios colegas. Jornalistas assumiram o programa ao vivo para noticiar a detenção do apresentador, um evento que sublinha a gravidade da situação e as preocupações com a liberdade de imprensa. Lemon alegou que sua presença no local era em caráter jornalístico, cobrindo a manifestação. No entanto, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, ordenou pessoalmente a prisão de Lemon e outros envolvidos, descrevendo o evento como um 'ataque coordenado' à Igreja Cities.

A CNN defendeu seu ex-apresentador, criticando o Departamento de Justiça por tentar violar a liberdade de imprensa e a Primeira Emenda, que protege jornalistas. Embora um juiz federal já tivesse concluído que não havia evidências de comportamento criminoso por parte do jornalista, a recente detenção, após sua demissão da CNN em 2023, intensifica a discussão sobre o papel da imprensa em protestos, especialmente em um contexto onde Minnesota tem sido palco de grandes manifestações contra o ICE.

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