O ex-âncora da CNN Don Lemon foi detido e solto em Los Angeles por protestar contra a política migratória de Trump, com colegas cobrindo sua prisão ao vivo, gerando debate sobre liberdade de imprensa.
O ex-âncora da CNN, Don Lemon, foi detido em Los Angeles e posteriormente solto, em conexão com um protesto ocorrido em janeiro em uma igreja em St. Paul, Minnesota. A manifestação, que interrompeu uma cerimônia religiosa, tinha como alvo a política migratória do então presidente Donald Trump e a atuação do ICE. Lemon enfrenta acusações de conspirar para privar outras pessoas de seus direitos civis e violar a Lei 'Face', que proíbe a obstrução de locais de culto. Sua prisão, que ocorreu em Beverly Hills enquanto se preparava para cobrir o Grammy Awards, reacendeu o debate sobre os limites do protesto e a liberdade de imprensa.
Um fato notável foi a cobertura da prisão de Lemon por seus próprios colegas. Jornalistas assumiram o programa ao vivo para noticiar a detenção do apresentador, um evento que sublinha a gravidade da situação e as preocupações com a liberdade de imprensa. Lemon alegou que sua presença no local era em caráter jornalístico, cobrindo a manifestação. No entanto, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, ordenou pessoalmente a prisão de Lemon e outros envolvidos, descrevendo o evento como um 'ataque coordenado' à Igreja Cities.
A CNN defendeu seu ex-apresentador, criticando o Departamento de Justiça por tentar violar a liberdade de imprensa e a Primeira Emenda, que protege jornalistas. Embora um juiz federal já tivesse concluído que não havia evidências de comportamento criminoso por parte do jornalista, a recente detenção, após sua demissão da CNN em 2023, intensifica a discussão sobre o papel da imprensa em protestos, especialmente em um contexto onde Minnesota tem sido palco de grandes manifestações contra o ICE.
G1 Mundo • 30 jan, 20:08
G1 Mundo • 30 jan, 20:10
Agência Brasil - EBC • 30 jan, 13:36
InfoMoney • 30 jan, 12:59
G1 Mundo • 30 jan, 10:12