Israel anunciou a reabertura da passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, para permitir o retorno de palestinos a Gaza e a evacuação de pacientes, após a recuperação de restos mortais de um sargento.
Israel anunciou a reabertura da passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, uma medida crucial que permitirá o retorno de palestinos à Faixa de Gaza e a evacuação de pacientes necessitados de tratamento médico. Esta decisão surge após a recuperação dos restos mortais do sargento-mor Ran Gvili, o último cativo israelense não devolvido, cumprindo uma condição imposta por Israel no acordo de cessar-fogo com o Hamas. A passagem de Rafah, fechada em maio de 2024, era uma rota vital para a fuga e tratamento médico de muitos palestinos, e sua reabertura é um avanço significativo para o frágil cessar-fogo, apesar das incertezas sobre o futuro de Gaza.
Enquanto isso, a Suprema Corte israelense está analisando uma petição para permitir o acesso de jornalistas estrangeiros a Gaza, que tem sido proibido desde o início da guerra em 2023. Advogados argumentam que a presença de jornalistas é essencial para garantir a informação independente sobre o conflito, enquanto o governo israelense cita preocupações com a segurança dos soldados. A reabertura de Rafah e o debate sobre o acesso da imprensa destacam os desafios humanitários e informativos persistentes na região, onde mais de 100 mil palestinos que deixaram Gaza agora enfrentam a difícil decisão de retornar a um território devastado.