Vulnerabilidade reduz altura média de crianças indígenas e nordestinas
Uma pesquisa do Cidacs/Fiocruz Bahia revela que crianças indígenas e do Nordeste brasileiro, até 9 anos, apresentam altura média inferior à referência da OMS devido à vulnerabilidade social, enquanto o sobrepeso e a obesidade infantil são preocupações crescentes em outras regiões do país.
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19/02 às 07:42
Pontos principais
- Crianças indígenas e do Nordeste brasileiro, até 9 anos, têm altura média menor que a referência da OMS devido à vulnerabilidade social.
- A pesquisa, liderada por Gustavo Velasquez do Cidacs/Fiocruz Bahia, analisou dados de 6 milhões de crianças brasileiras de famílias cadastradas no CadÚnico, Sinasc e Sisvan.
- Fatores como problemas na atenção à saúde, alimentação inadequada, doenças, baixo nível socioeconômico e condições ambientais prejudicam o crescimento.
- Cerca de 30% das crianças brasileiras têm sobrepeso ou estão próximas disso, indicando que a vulnerabilidade não protege contra o excesso de peso.
- Regiões como Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentam alta prevalência de sobrepeso e obesidade infantil.
- O estudo, publicado na JAMA Network, destaca a importância do acompanhamento pré e pós-natal e da alimentação, alertando para o impacto dos alimentos ultraprocessados.
- Comparativamente à América Latina, o Brasil está em um nível intermediário de obesidade infantil, com países como Chile, Peru e Argentina apresentando taxas maiores.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Gustavo Velasquez (pesquisador associado ao Cidacs/Fiocruz BA)
Organizações
Organização Mundial da Saúde (OMS)Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fundação Oswaldo Cruz da Bahia (Cidacs/Fiocruz Bahia)Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico)Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc)Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan)JAMA Network
Lugares
BrasilNordesteNorteCentro-OesteSudesteSulAmérica LatinaChilePeruArgentinaBahiaTerra Indígena Erikpatsa
