Violência sexual aumenta riscos cardiovasculares em mulheres
Um estudo baseado em dados oficiais brasileiros revela que mulheres vítimas de violência sexual têm um risco 74% maior de desenvolver problemas cardíacos, como infarto e arritmias, devido a fatores biológicos e comportamentais.
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12/04 às 16:30
Pontos principais
- Mulheres vítimas de violência sexual apresentam um risco 74% maior de desenvolver problemas cardíacos, como infarto do miocárdio e arritmias.
- A pesquisa, publicada na revista Cadernos de Saúde Pública, utilizou dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, do IBGE.
- O estudo controlou variáveis como idade, cor da pele, orientação sexual, escolaridade e região para isolar o impacto da violência.
- Eduardo Paixão, pesquisador da UFC, explica que o trauma da violência sexual pode afetar a saúde física, além da mental, através de estresse, inflamação e alterações fisiológicas.
- A hipótese é que a violência aumenta o risco cardiovascular por uma combinação de fatores biológicos e comportamentais, incluindo ansiedade, depressão e hábitos prejudiciais à saúde.
- A violência sexual é um problema de saúde pública no Brasil, com 8,61% das mulheres relatando ter sofrido alguma forma ao longo da vida, contra 2,1% dos homens.
- A pesquisa destaca a importância de profissionais da saúde considerarem o histórico de violência sexual no tratamento de doenças cardiovasculares.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Eduardo Paixão (pesquisador do programa de pós-graduação em Saúde Pública da Universidade Federal do Ceará)
Organizações
Agência BrasilUniversidade Federal do CearáInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)Fiocruz
Lugares
Brasil
