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Venda da CBA expõe disputa global por bauxita; o que muda para acionistas?

A Votorantim vendeu sua participação majoritária na CBA para uma joint venture entre Chinalco e Rio Tinto por R$ 4,69 bilhões, impactando o mercado de bauxita e o portfólio da Votorantim.

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30/01 às 10:29

Pontos principais

  • A Votorantim vendeu sua participação de 69% na CBA para uma joint venture da Chinalco (67%) e Rio Tinto (33%) por R$ 4,69 bilhões (R$ 10,50 por ação).
  • O preço de venda representa um prêmio de apenas 1,5% sobre o fechamento do dia, considerado neutro para a tese de investimento em ações.
  • O UBS BB estima o valor total da firma (EV) da operação em R$ 10 bilhões, com um múltiplo EV/EBITDA de 5 vezes, considerado justo.
  • A XP Investimentos avalia que a transação reforça o objetivo da China de garantir acesso de longo prazo à bauxita e diversificar canais de suprimento.
  • Para a Votorantim, a venda se alinha à estratégia de rebalanceamento de portfólio, reduzindo exposição a commodities cíclicas e focando em infraestrutura e utilidades.
  • A Genial Investimentos destaca que é a maior transação do setor de alumínio no Brasil em anos, beneficiando a Chinalco com entrada na América Latina e acesso à bauxita.
  • A governança corporativa da CBA garante direitos de tag along aos acionistas minoritários, com expectativa de deslistagem da empresa da bolsa brasileira.

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