Tributação de dividendos e imposto mínimo: como se preparar e pagar menos
21 de fevereiro, 2026 às 05:00
InfoMoney
Resumo
Especialistas alertam que a nova tributação sobre dividendos e o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo exigem um planejamento tributário mais abrangente dos investidores, que ainda não se adaptaram às mudanças em vigor desde janeiro.
Pontos principais
- A nova tributação de dividendos e o IRPF Mínimo (até 10% para ganhos acima de R$ 600 mil/ano) já estão em vigor, mas investidores ainda não se organizaram.
- Empresas que distribuírem mais de R$ 50 mil/mês em dividendos de lucros de 2026 a um acionista deverão reter 10% como antecipação de imposto.
- Contribuintes com renda anual superior a R$ 600 mil que não atingirem a alíquota mínima de 10% (a partir de R$ 1,2 milhão) terão que complementar a diferença.
- O planejamento tributário deve mudar de uma abordagem segmentada para uma visão consolidada dos ganhos, exigindo assessoria contábil estratégica.
- Holdings ganham nova função de governança e podem ser usadas para otimizar a tributação, mas despesas precisam estar alinhadas à atividade da empresa.
- Estratégias como mix de pro-labore e dividendos, benefícios indiretos e estruturas pulverizadas de holdings são consideradas para reduzir a tributação.
- A não correção dos 10% retidos mensalmente sobre dividendos sugere concentrar pagamentos no fim do ano para otimizar o uso do capital.
Entidades mencionadas
Pessoas
Andrea Bazzo Lauletta (advogada)
Izabella Moreira Abrão (responsável pela área de planejamento financeiro)
Organizações
Mattos Filho
Ghia Multi Family Office
Receita Federal
