Trabalho doméstico com carteira assinada cai 21% em 10 anos no Brasil, diz governo
O número de trabalhadores domésticos com carteira assinada no Brasil caiu 21,1% em 10 anos, entre 2016 e 2025, devido a fatores como mudanças na legislação, pandemia de Covid-19 e alterações demográficas.
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10/04 às 12:10
Pontos principais
- O trabalho doméstico formal no Brasil registrou uma queda de 21,1% entre 2016 e 2025, passando de 1,64 milhão para 1,30 milhão de vínculos.
- A PEC das Domésticas (2013) é apontada como um dos fatores, ao ampliar direitos e elevar o custo da formalização.
- A pandemia de Covid-19 agravou a situação, com o setor sendo um dos mais afetados e sem retorno aos níveis pré-pandemia.
- Mudanças demográficas, como a redução do número de crianças, e o custo da formalização também contribuem para a diminuição da demanda por empregadas mensalistas.
- O perfil do trabalhador doméstico formal em 2025 é predominantemente feminino (88,6%), com idade mais avançada (40-59 anos) e concentração em níveis intermediários de escolaridade.
- A remuneração média atingiu R$ 2.047,92 em 2025, impulsionada pela política de valorização do salário mínimo.
- A modalidade MEI para diaristas aumentou, com 309 mil registros em 2025, mas pode prejudicar a aposentadoria devido à contribuição previdenciária reduzida.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Paula Montagner (subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho)Mariana Almeida (analista técnica de políticas sociais do MTE)Dercylete Lisboa (coordenadora-geral de Fiscalização do Trabalho)
Organizações
Ministério do Trabalho e Empregog1Ministério do EmpreendedorismoMTE
Lugares
Brasil
