Toffoli aumenta lista de decisões inusuais no caso Master ao pedir envio de provas
12 de fevereiro, 2026 às 14:29
G1 Política
Resumo
O ministro Dias Toffoli, do STF, solicitou o envio de dados de celulares apreendidos na investigação do Banco Master, adicionando a uma série de decisões consideradas incomuns e sem justificativa técnica no caso, especialmente após seu nome ser citado em conversas.
Pontos principais
- Dias Toffoli solicitou o envio de dados de todos os celulares apreendidos e periciados na investigação do Banco Master.
- A decisão ocorre após a divulgação de que o nome de Toffoli foi citado em conversas analisadas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, dono do Master.
- Investigadores consideram as decisões de Toffoli no caso Master incomuns e centralizadoras, sem precedentes em outras investigações.
- Medidas anteriores de Toffoli incluem levar a investigação para o STF, aumentar o sigilo, determinar a guarda e perícia de celulares no STF (depois recuou para a PGR), e estabelecer calendários e locais de depoimento fora da praxe.
- Toffoli também determinou acareação antes de depoimentos individuais e escolheu os peritos da investigação, ações consideradas atípicas.
- Não há indícios de crimes em relação a Toffoli, mas seus pontos de contato com os investigados, como sociedade em empresa e viagem em jatinho, levantam questionamentos sobre suas decisões.
- O presidente do STF, Edson Fachin, entendeu que Toffoli precisava se manifestar sobre as citações e a possibilidade de se declarar suspeito.
Entidades mencionadas
Pessoas
Dias Toffoli (ministro do Supremo Tribunal Federal)
Daniel Vorcaro (dono do Banco Master)
Andrei Passos (diretor-geral da Polícia Federal)
Edson Fachin (presidente do Supremo Tribunal Federal)
Organizações
Supremo Tribunal Federal (STF)
Banco Master
Polícia Federal (PF)
Procuradoria-Geral da República (PGR)
