Tesouro Direto: taxas voltam a subir após prévia do PIB mostrar atividade resiliente
19 de fevereiro, 2026 às 10:09
InfoMoney
Resumo
As taxas do Tesouro Direto subiram após a divulgação do IBC-Br de dezembro, que indicou uma atividade econômica resiliente em 2025, impactando as expectativas para o ciclo de cortes de juros.
Pontos principais
- As taxas do Tesouro Direto, tanto prefixadas quanto atreladas à inflação (IPCA+), registraram alta nesta quinta-feira.
- O IBC-Br de dezembro recuou 0,2% mensalmente, mas encerrou 2025 com expansão de 2,5%, indicando resiliência da atividade econômica.
- O setor de serviços foi o principal influenciador da queda mensal do IBC-Br, enquanto agropecuária e indústria cresceram no mês.
- No acumulado de 2025, o agronegócio destacou-se com alta de 13,1%, seguido pelos serviços com 2,1%.
- Rafael Perez, da Suno Research, mantém a projeção de 2,3% de expansão do PIB em 2025, apesar da moderação no fim do ano.
- Para 2026, o crescimento do PIB é projetado em 1,8%, impulsionado por estímulos fiscais, mercado de trabalho aquecido e agropecuária.
- A alta nas taxas reflete a interpretação do mercado de uma desaceleração gradual da economia, sem fraqueza acentuada, ajustando as expectativas para os cortes de juros.
Entidades mencionadas
Pessoas
Rafael Perez (economista da Suno Research)
Organizações
Banco Central
Suno Research
