SuperPEC e ajuste fiscal em 2027: a proposta para evitar o colapso da dívida pública
Um pesquisador da FGV/Ibre propõe uma "SuperPEC" e um ajuste fiscal rigoroso a partir de 2027 para conter o crescimento da dívida pública brasileira e evitar o colapso do orçamento.
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27/02 às 05:00
Pontos principais
- A sustentabilidade das contas públicas brasileiras exige um freio de arrumação estrutural a partir de 2027, segundo Fabio Giambiagi (FGV/Ibre).
- A proposta central é uma "SuperPEC" para conter o crescimento dos gastos obrigatórios da União.
- A deterioração fiscal atual é atribuída à herança da pandemia, pressões políticas e mudanças em regras fiscais como o teto de gastos.
- A SuperPEC de 2027 sugere a eliminação gradual do abono salarial e a alteração dos critérios de reajuste para gastos com saúde e educação.
- Gastos com saúde seriam vinculados ao indexador do teto de gastos, e educação e Fundeb corrigidos apenas pela inflação (IPCA).
- Giambiagi argumenta que o plano visa adequar o Estado à realidade, sem "arrocho", mas contendo o ritmo de crescimento da dívida.
- A adoção das medidas traria um ajuste do resultado primário de 1,3% do PIB até 2030, reduzindo o déficit público para menos de 5% do PIB.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Fabio Giambiagi (pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas - FGV/Ibre)Jair BolsonaroLuiz Inácio Lula da Silva
Organizações
Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre)Tesouro NacionalIFI
Lugares
Brasil
