STJ rejeita uso de inteligência artificial como prova em ação penal
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o uso de um relatório produzido por inteligência artificial (IA) como prova em uma ação penal por injúria racial, estabelecendo um precedente e questionando a confiabilidade da IA generativa sem confirmação pericial.
|
10/04 às 07:32
Pontos principais
- O STJ rejeitou um relatório da Polícia Civil de São Paulo, baseado em IA (Gemini e Perplexity), como prova em ação penal, marcando o primeiro posicionamento do tribunal sobre o tema.
- A decisão do ministro Reynaldo Soares da Fonseca foi influenciada pela ausência de confirmação pericial e pela preocupação com a 'alucinação' da IA generativa.
- O caso envolve a acusação de injúria racial contra Fábio Marcondes, vice-prefeito de São José do Rio Preto, durante um jogo de futebol.
- A perícia oficial, baseada em análise fonética e acústica, não confirmou a presença da palavra ofensiva no áudio, ao contrário do relatório da IA.
- O Ministério Público de São Paulo havia usado o relatório da IA como base para a denúncia.
- O ministro Fonseca destacou as limitações técnicas da IA generativa, que opera com probabilidades e pode produzir informações incorretas com aparência de verdade.
- A Quinta Turma determinou a exclusão do relatório dos autos e a necessidade de uma nova decisão sobre a admissibilidade da acusação sem considerar o documento.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Reynaldo Soares da Fonseca (ministro)Fábio Marcondes (vice-prefeito de São José do Rio Preto)José Silvio Codogno (promotor)Cármen Lúcia
Organizações
Superior Tribunal de Justiça (STJ)Polícia Civil de São PauloPalmeirasMirassolInstituto de CriminalísticaMinistério Público de São PauloQuinta TurmaTSE
Lugares
São José do Rio PretoEstádio Municipal José Maria de Campos Maia
