Sem inspeção, caçada de Trump ao urânio do Irã vira jogo no escuro
A busca dos EUA por urânio iraniano se torna um "jogo no escuro" devido à interrupção das inspeções internacionais e à incerteza sobre a localização e condição do material nuclear do Irã após ataques militares.
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10/04 às 11:00
Pontos principais
- Os EUA afirmam saber a localização do material nuclear iraniano, mas inspetores internacionais da AIEA discordam, sem acesso para verificar.
- A interrupção das inspeções da AIEA, após ataques dos EUA e Israel em junho de 2025, impede a verificação do estoque de urânio enriquecido do Irã.
- O presidente Donald Trump e o secretário de Guerra Pete Hegseth sugerem a remoção ou apreensão do material, mas diplomatas da AIEA não confirmam planos conjuntos com o Irã.
- A relação entre Irã e AIEA deteriorou-se, tornando a restauração do acesso de monitoramento improvável no curto prazo.
- Especialistas questionam a eficácia da vigilância por satélite e alertam que a dispersão do material nuclear em vários locais dificulta sua localização.
- A infraestrutura de monitoramento foi danificada, e reconstruir o conhecimento sobre o programa nuclear iraniano levaria anos.
- A incerteza sobre o estoque de urânio confere ao Irã uma vantagem em negociações futuras, e a eficácia dos ataques militares em atrasar o programa nuclear é questionada.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Donald Trump (presidente)Pete Hegseth (secretário de Guerra)Robert Kelley (engenheiro nuclear de armas dos EUA e ex-diretor da AIEA)James Acton (físico e diretor na Carnegie Endowment for International Peace)Darya Dolzikova (pesquisadora sênior no Royal United Services Institute)
Organizações
Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)Carnegie Endowment for International PeaceRoyal United Services Institute
Lugares
IrãEstados UnidosEstreito de OrmuzTeerãIsfahanNatanzFordowVienaLondres
