Saída negociada evita julgamento sobre suspeição de Toffoli: como ministro foi convencido a deixar caso Master
12 de fevereiro, 2026 às 21:46
G1 Política
Resumo
Ministros do STF negociaram a saída voluntária de Dias Toffoli da relatoria do caso Master para evitar um julgamento sobre sua suspeição e conter o desgaste institucional da Corte, após análise de material da Polícia Federal.
Pontos principais
- A saída de Dias Toffoli do caso Master foi considerada a única forma de conter o desgaste institucional do STF.
- Ministros tiveram acesso a material da PF e convenceram Toffoli de que o afastamento voluntário era necessário.
- Houve críticas à PF por entenderem que o material revelava uma investigação estruturada sem autorização judicial.
- O consenso era que a permanência de Toffoli no caso, devido a indícios de conexão, colocaria em xeque a Corte.
- Toffoli foi convencido a se afastar da relatoria para evitar um incidente de suspeição formal e anulação de medidas.
- A solução preservou a posição institucional de Toffoli e o material já coletado, mas gerou mal-estar com o governo Lula.
- Apesar da solução, o custo político para a imagem do STF e de Toffoli já é considerado alto.
Entidades mencionadas
Pessoas
Dias Toffoli (ministro do STF)
Edson Fachin (ministro do STF)
Lula (PT) (presidente)
Organizações
Supremo Tribunal Federal (STF)
Polícia Federal (PF)
Procuradoria-Geral da República
Quaest
