Rússia: exportação de nitrato de amônio é suspensa por um mês ante crise global
A Rússia suspendeu por um mês a exportação de nitrato de amônio para garantir o abastecimento interno, impactando o mercado global de fertilizantes e gerando pressão de agricultores dos EUA para a revogação de tarifas sobre importações.
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25/03 às 09:47
Pontos principais
- A Rússia suspendeu as exportações de nitrato de amônio por um mês (até 21 de abril) para garantir o abastecimento interno durante a temporada de plantio da primavera.
- A medida visa priorizar agricultores locais diante da demanda internacional crescente e da restrição na oferta global, agravada pelo fechamento do Estreito de Ormuz.
- A Rússia controla 40% do comércio global e um quarto da produção mundial de nitrato de amônio, um componente essencial para lavouras.
- A interrupção total das vendas externas reflete a incapacidade de aumentar a produção nacional no cenário de crise gerada pelo conflito no Irã.
- O Brasil, um dos principais mercados, pode enfrentar maior volatilidade de preços e dificuldades logísticas.
- Agricultores dos EUA, representados por mais de 50 grupos, pressionam o Departamento de Comércio para revogar tarifas sobre fertilizantes fosfatados do Marrocos e da Rússia.
- As tarifas, implementadas em 2020, são criticadas por limitar opções de fornecimento e agravar dificuldades econômicas dos produtores, que viram fertilizantes representarem até 40% dos custos operacionais em 2025.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Scott Metzger (presidente da ASA)
Organizações
Ministério da Agricultura russoAssociação Americana de Soja (ASA)Associação Nacional dos Produtores de Milho (NCGA)Departamento de Comércio dos EUAMosaic CompanyJ.R. SimplotComissão de Comércio Internacional (ITC)
Lugares
RússiaHemisfério NorteEstreito de OrmuzBrasilEstados UnidosMarrocosOriente Médio
