Rochas de plástico chegam a ninhos de tartarugas em ilha brasileira
Rochas plásticas foram descobertas em ninhos de tartarugas na ilha de Trindade, no Atlântico Sul, evidenciando a grave poluição marinha e levantando questões sobre a integração desses materiais aos processos geológicos da Terra.
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15/03 às 11:50
Pontos principais
- Rochas plásticas foram encontradas em ninhos de tartarugas na ilha de Trindade, a mais de mil quilômetros do litoral do Espírito Santo.
- A descoberta, publicada na revista Marine Pollution Bulletin, alerta sobre a poluição marinha e a possível integração permanente desses materiais aos processos geológicos.
- A geóloga Fernanda Avelar Santos identificou o fenômeno pela primeira vez no Brasil em 2019, descrevendo-o como um novo tipo de poluição marinha onde plásticos cimentam materiais geológicos.
- As rochas são formadas por polietileno e polipropileno, resultantes da queima ou exposição a altas temperaturas de resíduos plásticos no lixo marinho.
- A ilha de Trindade, apesar da presença humana limitada, acumula lixo devido à sua posição em rotas marítimas e no sistema de correntes do Giro do Atlântico Sul.
- Fragmentos dessas rochas plásticas, agora mesoplásticos e microplásticos, foram encontrados soterrados em ninhos de tartarugas-verdes na Praia das Tartarugas.
- A pesquisadora investiga se essas formações podem se tornar registros estratigráficos, fortalecendo o argumento da existência do Antropoceno.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Fernanda Avelar Santos (geóloga e pesquisadora de pós-doutorado da Unesp)Patricia Corcoran (geóloga)
Organizações
Universidade Estadual Paulista (Unesp)Marine Pollution BulletinTV BrasilWestern UniversityComissão Internacional de Estratigrafia
Lugares
Ilha de TrindadeAtlântico SulEspírito SantoPraia das TartarugasFernando de NoronhaHavaíAmérica do SulÁfrica
