Procuradores reagem ao fim da aposentadoria compulsória e veem risco à independência
Procuradores reagem à proposta de fim da aposentadoria compulsória como punição disciplinar no Judiciário, alertando para o risco à independência e à estabilidade das carreiras jurídicas, especialmente com emendas que permitem demissão sem trânsito em julgado.
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18/03 às 11:36
Pontos principais
- A proposta de lei que extingue a aposentadoria compulsória como punição disciplinar para o Judiciário voltou ao debate no Congresso.
- Procuradores da República criticam as mudanças, vendo risco de interferência sobre membros do Ministério Público e da magistratura.
- A ANPR afirma que emendas podem fragilizar a base constitucional de estabilidade e vitaliciedade das carreiras jurídicas.
- A proposta original foi apresentada por Flávio Dino, que hoje é ministro do STF.
- Emendas relatadas pela senadora Eliziane Gama permitem a demissão sem trânsito em julgado, o que a ANPR considera uma ruptura com o modelo atual.
- A retirada da exigência de decisão definitiva para perda do cargo pode abrir espaço para pressões políticas, segundo os procuradores.
- A ANPR argumenta que a fragilização dessas garantias compromete o combate à corrupção e ao crime organizado.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Flávio Dino (ministro do Supremo Tribunal Federal)Eliziane Gama (senadora)
Organizações
Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR)Supremo Tribunal Federal (STF)CongressoSenadoMinistério PúblicoComissão de Constituição e Justiça (CCJ)
