Primeiro-ministro do Senegal defende lei anti-LGBT que dobra penas de prisão
O primeiro-ministro do Senegal, Ousmane Sonko, defendeu um projeto de lei que dobra as penas de prisão para relações entre pessoas do mesmo sexo, em meio a um endurecimento contra a comunidade LGBT no país.
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24/02 às 12:29
Pontos principais
- O primeiro-ministro do Senegal, Ousmane Sonko, defendeu um projeto de lei que aumenta a pena máxima de prisão por relações entre pessoas do mesmo sexo de cinco para até 10 anos.
- A proposta faz parte de um endurecimento mais amplo contra pessoas LGBT no país e inclui multas significativas para os condenados.
- Sonko pediu apoio parlamentar e acusou países ocidentais de incentivarem os direitos LGBT no Senegal e de alimentarem controvérsias políticas.
- O projeto já foi aprovado pelo Conselho de Ministros e aguarda votação na Assembleia Nacional.
- A Human Rights Watch expressou preocupação, afirmando que a medida pode expor pessoas estigmatizadas à violência e ao medo.
- Recentemente, a polícia do Senegal denunciou 12 homens por "atos contra a natureza" e transmissão de HIV, incluindo celebridades.
- Em Uganda, duas mulheres foram presas por envolvimento em relações homoafetivas, destacando a legislação anti-homossexualidade rígida do país.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Ousmane Sonko (primeiro-ministro do Senegal)Anait MiridzhanianLarissa Kojoué (pesquisadora da Human Rights Watch)
Organizações
ReutersAssembleia NacionalConselho de MinistrosHuman Rights Watch
Lugares
SenegalUganda
