Preço do cacau cai no campo, mas chocolate seguirá caro na Páscoa; entenda
Apesar da queda do preço do cacau no campo, o chocolate permanecerá caro na Páscoa de 2026 devido à compra antecipada da matéria-prima pela indústria a valores recordes e à priorização da recuperação de margens de lucro, com a expectativa de queda para o consumidor apenas no segundo semestre.
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01/03 às 06:00
Pontos principais
- O chocolate em barra e bombons acumulam alta de 26% em 12 meses, segundo o IBGE, e continuarão caros na Páscoa de 2026.
- A indústria comprou amêndoas de cacau com 6 a 12 meses de antecedência, quando os preços internacionais estavam em alta recorde.
- Os preços do cacau no campo já caíram, mas a indústria prioriza a recuperação de suas margens de lucro antes de repassar a redução ao consumidor.
- A disparada de preços foi motivada pela diminuição da colheita de cacau em 2024 no Brasil e em países africanos devido ao El Niño, pragas e doenças.
- A queda do preço do cacau no campo é atribuída à recuperação das colheitas e, para alguns analistas, à falta de demanda da indústria que alterou fórmulas e reduziu compras.
- O Ministério da Agricultura suspendeu temporariamente a importação de cacau da Costa do Marfim por riscos sanitários e possível mistura com cacau de outros países não autorizados.
- Produtores de cacau na Bahia protestaram contra os baixos preços e a importação, levando à decisão do governo de suspender a importação da Costa do Marfim.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Lucca Bezzon (analista da StoneX)Carlos Cogo (sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio)Carlos Fávaro (ministro da Agricultura)
Organizações
StoneXIBGECogo Inteligência em AgronegócioMinistério da AgriculturaGloboNewsGlobo Rural
Lugares
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