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Pré-natal integral é menor entre indígenas e mulheres com pouco estudo

Um estudo revela que o acesso ao pré-natal integral no Brasil é significativamente menor entre mulheres indígenas, com baixa escolaridade e da Região Norte, evidenciando profundas desigualdades no sistema de saúde.

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13/04 às 19:55

Pontos principais

  • Quase todas as grávidas no Brasil iniciam o pré-natal (99,4%), mas a cobertura diminui ao longo da gestação para mulheres indígenas, com menos escolaridade e da Região Norte.
  • A cobertura de pré-natal cai de 99,4% para 78,1% entre a primeira e a sétima consulta, em média, para todos os perfis de gestantes.
  • Mulheres com menor escolaridade completam menos o pacote de consultas, com apenas 44,2% das que ficaram mais tempo fora da escola atingindo o ideal, contra 86,5% das com maior nível de educação.
  • Apenas 19% das indígenas com baixa escolaridade seguem a quantidade recomendada de consultas, comparado a 88,7% das brancas com 12 anos ou mais de escolaridade.
  • Mulheres indígenas são mais excluídas, com 51,5% finalizando o acompanhamento, contra 84,3% das brancas e cerca de 75% das pretas e pardas.
  • A Região Norte apresenta a menor taxa de pré-natal plenamente respeitado (63,3%), enquanto o Sul tem a maior (85%).
  • Pesquisadores sugerem políticas específicas para gestantes adolescentes e medidas de combate ao racismo estrutural e discriminação na saúde.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Luiza Eunice (pesquisadora responsável pelo estudo no ICEH/UFPel)Evelyn Santos (gerente de Investimento e Impacto Social da Umane)

Organizações

Centro Internacional de Equidade em Saúde da Universidade Federal de Pelotas (ICEH/UFPel)UmaneMinistério da SaúdeSociedade Brasileira de Pediatria (SBP)Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)Agência Brasil

Lugares

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